sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Pacaembu, 19/08/2010

E houve quem, quando ouviu a convocação, duvidou.

Houve os descrentes, os secadores, os cornetas de plantão.
Eles estavam lá. E não eram mais Mancha, nem TUP, nem Savoia…

Eram torcida. Eram Palmeiras. Eram incansáveis.

Tomaram as ruas, avenidas, a arquibancada, as numeradas.
Tomaram os camarotes, eram ilustres, eram desconhecidos.
Tomaram a sala das casas, os quartos, os bares, os radinhos de pilha
Tomaram até a opinião dos narradores que diziam nunca ter visto algo parecido

Eram mil, 22 mil, milhões que fizeram dos sofás de sua casa
Concreto de arquibancada.

Talvez não pulassem junto com a torcida em campo
Talvez não pudessem pular, não pudessem gritar
Mas sofriam, torciam, lutavam, chutavam juntos, contagiavam.

A noite era de festa e a camisa do Santo ilustrava o papel da massa, 12.
O 12° jogador. Eram 500 jogos e a torcida se dividia entre
Torcer pelo terceiro gol ou ir para os penaltis.
Só pra ele, o Santo, se consagrar mais uma vez.

Porém, naquela noite, e apenas naquela, o milagre não seria dele,
Mas era necessário que levasse o seu nome, Marcos.
Esse, o Assunção, chutou a bola.
Antes, fizera carinho, conversara com ela.
Quando saiu de seus pés, flutuou numa atmosfera quase sem ar
Rarefeito, a massa prendera a respiração
Passou por cima da barreira inútil
E encontrou aquele que, outrora, fazia cera

Aliás, não o encontrou…
Este, agora pulava desesperado à procura
Chega tarde, chegou depois do tempo
Tempo que faltou-lhe no fim
E o Santo, a 100 metros dali, vibrava e agradecia
E via seu time se recuperar heroicamente
E o via se colocar como guerreiro em campo

Não valia a coroa, não valia taça
Mas valia a honra de cada coração ali
Dos 11 em campo, dos milhões fora dele
E a casa, antes mal utilizada, agora explode
Num misto de emoção, alegria e alívio

E Marcos, o Assunção, selou a noite
Que começara com outro, de nome santo, o Tadeu
Contra um time que não alcançou o próprio nome
E Marcos, o Santo, ouve o apito e corre

Corre pra trás, corre pra eles
Os que não se calaram, nem por um minuto
E eles estavam lá
E não eram Mancha, nem TUP, nem Savóia…

Eram torcida. Eram Palmeiras e eram incansáveis.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Primeira Flor

Poesia à primeira princesa dos Moreira da Silva. Um posto que é dela e ninguém pode tomar.

Te amo Tamara, lembre-se disso.


Éramos uma família feliz
Mas não sabíamos que era incompleta
Faltava ainda uma flor de lis
Pra de alegria, então, ser repleta

Foi então que nos veio a notícia
Nasceria então uma flor
Você veio toda cheia de vida
Nos veio trazer mais amor

E tinha bochechas rosadas
Era amável, chorona também
Derramava doces gargalhadas
Não negava sorriso à ninguém

Acho que nasceu falando
Banana, Laranja, Romã
Um dia acordou, tava andando
Perguntando se hoje é amanhã

Por que o céu era azul?
O gato miava, o cachorro latia
Por que era preto o urubu?
Por que minha mãe é irmã da minha tia?

Os bichinhos sofríam na mão dela
Diziam que era igual à Felícia
Apertar, apertar junto à ela
Isso pra pequena era uma delícia

Foi crescendo então a menina
E nunca cansava de falar comigo
Até quando eu, à tarde, dormia
Ela me perguntava se era seu amigo

Às vezes eu cuidava dela
Quando sua mãe precisava sair
Num parava quieta a muleca
A gente brigava e rolava de rir

Esses tempos gostosos se foram
Hoje a menina já é uma mulher
As lembranças apenas ficaram
Hoje ela sabe bem o que quer

Tamarinha, seu futuro é brilhante
Você se tornará o que sempre quis
Será sempre minha pequena falante
Se continuar o pedido que fiz

De que quando você nascesse
Pudesse, de tio, então me chamar
Então você terá pra sempre
Um tio orgulhoso, quando precisar.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Como a Canção Não Dizia

Um mês de namoro merece uma poesia... Essa aqui conta um pouco como começamos... A música, a qual me refiro, é Julho de 83 do Nenhum de Nós. Leiam, assistam, ouçam...

Feliz 18 linda!


Acho que era maio
De dois mil e oito
Não como a canção dizia
Eu não esqueço do dia
Era dia dezoito

Foi no trinta passado
Eu nem imaginava
Você sentada ao meu lado
E quando o inesperado,
Num momento eu te beijava

Era pra ser noite triste
Era desclassificação
Mas ficar perto do seu rosto
Mudou daquela noite o gosto
Nem vi mais televisão

E agora o que éramos?
Em público, como seria?
Naquele filme que era de aço
Escondido, afagava seu braço
Assim ninguém perceberia

Foi até que num sábado
Nos parabéns do Siloé
Com a galera enlouquecida
Você levanta, decidida
A mostrar como é que é

Ajeita sua camiseta
Puxa mais um pouco de ar
E vendo meu olhar de espanto
Me arranca um beijo, e tanto
Que fez o povo endoidar!

No outro dia, tinha festa
Você chegou no fim da tarde
Eu me sentia diferente
Era como se, de repente
Já estivesse com saudade

Naquela noite, na sua frente
Inebriado no teu perfume
Te perguntei se poderia
Ser ao seu lado companhia
Ter seu sorriso de costume

E foi então que começou
Não como a canção dizia
Nossa história engraçada
Será pra sempre lembrada
Quando dezoito for o dia

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Flores e bombons

Que os danos outrora causados
Não façam trancar o meu coração
Que as cicatrizes desses machucados
Não impeçam a entrada de outra paixão

Que meus olhos voltem a brilhar
Que minhas mãos escrevam uma linda poesia
Que de perfume se encha o meu ar
Que eu volte a sentir imensa alegria

Que minhas mãos possam te acalmar
Enquanto deslizam pelo teu rosto
Que eu possa tua vida alegrar
Que possas em mim viciar o teu gosto

Que a tristeza seja passageira
Que minhas lembranças afundem no mar
Que eu possa te viver por inteira
E venha, com o tempo, a ti completar

Que as palavras possam me acompanhar
Pra sempre ter algo pra te surpreender
Que eu faça com flores teu nome rimar
E os bombons mais gostosos te faça comer

E que seja sentimento sincero
Que complete a magia do meu coração
Pois poeta sem amar é estéril
Sem ter sentimento para uma canção.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Para ser menina Van

Poesia de aniversário... Homenagem à uma grande amiga e leitora.



Para ser menina Van


Queria poder usar palavras
Que nunca usei em outra poesia
Pois, se é leitora inveterada
A surpresa eu não conseguiria

Mas tenho versos repetitivos
Que beiram o abismo da mesmice
Como tentar variar vocativos
Sem me aproximar da tolice?

Posso, teu jeito, tentar rimar
De alegria, de bem com a vida
Tua maneira de se relacionar
Mesmo com a mágoa escondida

Eu soube um dia de seus anseios
E porque insistia em chorar
Eu tentava, mas não tinha meios
De alguma forma poder te ajudar

Ainda assim a via sorrir
A via abraçar, estender a mão
Mesmo triste, a se consumir
Nunca te vi dizendo não

Vi então o amor verdadeiro
Vi mãos dadas, a recomeçar
Vi a volta do teu companheiro
Pro teu lado, pra te confortar

E lá estava a contagiante alegria
De volta, fluindo do seu olhar
A irriquieta criança tardia
Voltava a pular e a brincar

Mudanças no seu semblante?
Só o cabelo ondulado ou liso
O coração continua gigante
E permanece estampado o sorriso

E continue pra sempre assim
Longe de ser menina vã
É preciso ser forte, isso sim
Para ser menina Van.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Contro(V)erso

Se eu quisesse, hoje, escrever
Não te daria flores
Não falaria dos teus olhos
Nem te faria elogios

Se eu quisesse, hoje, escrever
Não olharia para o sol
Não me apaixonaria pela lua
Nem rimaria o seu nome

Se eu quisesse, hoje, escrever
Não seriam belas as ondas do mar
Não apreciaria pequenos detalhes
Nem gostaria do horizonte

Se eu quisesse, hoje, escrever
Não faria poesia sem rima
Não teria saudades tuas
Nem deitaria no seu ombro

Hoje não quero escrever.
Queria falar ao seu ouvido.

sexta-feira, 14 de março de 2008

(In)Decisão

Talvez seja sorte
Talvez seja vida
Talvez seja morte
Talvez seja lida

Talvez seja engano
Talvez seja sagrado
Talvez seja profano
Talvez seja esperado

Talvez seja noite
Talvez seja alegria
Talvez seja açoite
Talvez seja dia

Talvez seja lindo
Talvez seja receio
Talvez seja findo
Talvez seja feio

Talvez seja eu
Talvez seja agora
Talvez seja seu
Talvez seja hora

terça-feira, 11 de março de 2008

Inebriante

Ainda não encontro palavras.
A profundidade do seu olhar
Arranca da minha mente
Expressões que antes fluíam
E as levam pra um infinito
Tal um buraco negro:
Denso, escuro, misterioso.

Ouso então focar teus olhos
Decifrar qualquer palavra que seja
Dúvida, indecisão, medo, ternura
Se é sorriso, esperança...
É dom.
Gasto centenas de palavras e construções
Pra expressar qualquer coisa que sinta
E você fala tanto, tanto...
Com apenas um olhar.

Daria todas minhas palavras
Abriria mão das rimas e poetagens
Pra te olhar por horas, dias...
E tentar descobrir
Apenas uma frase
De trás
Deste
Teu
Olhar.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Resposta à mãe passarinho

Resolvi retornar as palavras da minha mãe (no post anterior) com o mesmo carinho com que ela enviou-as pra mim...

À mãe passarinho...

Seus pássaros só voam hoje
Porque os ensinou a voar
E se andam com próprias pernas
Foi vendo você caminhar

Se hoje viraram gente
É porque teu exemplo seguiram
De garra, força e coragem
E o que até hoje conseguiram

Foi porque, mesmo chorando
A mãe passarinho entendeu
Que ver seus filhotes voando
Eram de um esforço seu!

Hoje eu vôo muito longe
Mas bem tranquilo fico
Pois, se em um momento tenho fome
Tenho papinha da mamãe, no bico...

Te amo!

Mensagem da minha mãe...

Essa mensagem minha mãe me mandou hoje... Não foi ela quem escreveu, mas escreve fantasticamente bem e tenho certeza que se hoje consigo tecer algumas rimas, o talento maior é, com certeza, dela.

Te amo, mãe passarinho...

O NINHO VAZIO


A casa está vazia; estou sentada sozinha.

Meu ninho está vazio, pois voaram minhas avezinhas.

Será que a Sra. Martim-Pescador, quando está pescando,

Pára, senta-se por alguns momentos, pensando e desejando?

Será que a Sra Pomba Selvagem senta-se e pranteia

Porque seus bebês que cresceram, agora voaram?

Talvez a Sra Gralha e a Sra Faisão

Também se lembrem dos dias que eram felizes.

Talvez as Sras. Pardal, Falcão e Beija-flor

Sintam-se, às vezes solitárias, sem as conversas de mãe.

Será que a Sra. Papo-Roxo ou a Sra Papagaio

Sentem saudades de seus filhotes? Sim, eu juro que sim!

Mas tenho notado que as mães-pássaros ainda cantam

Aceitando o fato de que Deus deu asas a eles.

Assim que eu também, possa cantar e ser feliz hoje.

Embora meus passarinhos estejam longe, muito longe.



Dorothy Eaton Watts

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Ilustre Desconhecida

Ilustre Desconhecida

Quem é você?
De onde você veio?
De todas minhas mensagens,
Vi a sua no meio

Respondo tão logo
Tenho oportunidade
Você fala de volta
Que velocidade!

Mando outra resposta
Logo vem outra sua
Num sei nem onde mora
Quadra, bloco ou rua

Por que fala comigo?
Onde você me achou?
Visitou algum lugar
Que eu, hoje, estou?

Conversamos mais tarde
Ah sim, o mau-humor
Conhece-me direito
E me fala de amor

Do amor que viveu
O sentimento ainda existe
Do quanto, longe, sofreu
E ainda hoje é triste

Te falei minha história
Sobre o amor a si mesmo
Sobre quanto eu errei
E quando fiquei a esmo

Sobre o quanto eu doei
Sem nada receber
E vejo, hoje, você
Fazendo sem perceber

E tento falar-lhe que precisa
Antes dos outros, amar a si
Que o valor que você tem
Ninguém pode atribuir

Mas sou apenas um estranho
Desse mundo virtual
Que te deu alguns conselhos
Sem saber se bem ou mau

Me perdoe a intromissão
Invadindo a sua paz
É que vi que é especial
E vi o mal que alguém te faz

Quem é você?
Que em silêncio eu sei que chora
Ainda não sei de onde veio
Mas por favor, não vá embora.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Sem rima

Eu quero paz.
Lá por onde eu passei
O tempo que lá deixei...
Não quero voltar atrás.

Perdi o sorriso.
Passei por bons momentos
Mas com tantos tormentos
Reviver é preciso.

Pensando, Chorei.
Mas a dor que passou
Meu espírito lavou
Então levantei.

De olhos erguidos.
Olhei ao meu lado
De sorriso estampado
Vi os meus amigos.

Com os braços abertos.
Devolveram a alegria
Como há muito não via
Eles estavam certos.

E ouvi de ti.
O que queres da vida?
Se é feliz ou sofrida
Se já sabe de si

E não sabes de mim.
Mas seu mundo é certo
E já tens alguém perto
Ficamos assim

Nunca saberá.

Não quero rimar
O final de uma história
Que não começou.

Para o Raul...

Essa aqui eu fiz pra um menino que voltou pros braços do Mestre antes que fosse tarde demais... Raul, meu primo-irmão, bem-vindo de volta....

Aos braços do Pai


Essa é a historia de um menino
Que sonhava com o céu
Desenhava Deus e os anjos
Em pedaços de papel

Foi crescendo e conhecendo
Muita gente por aí
Foi andando e se afastando
Esquecendo-se de Ti

E quando tudo era triste
No vazio em que estava
Lembrou-se daquele menino
Do Jesus que desenhava

Mas nao entendia aquilo
- Como pode amor assim?
Mesmo sendo como era
Lá na cruz sofreu por mim

E o que era noite se fez dia
O que era trevas se fez luz
No momento em que o menino
Entregou-se pra Jesus

Essa é a historia de um menino
Toda escrita em papel
Que, com os anjos que sonhava
Vai se encontrar no céu.

À uma amiga


Ninguém aqui está sozinho
Mesmo em face à solidão
Existe sempre em teu caminho
Alguém a estender a mão

Pessoas que podem te ouvir
Te dar apoio, um ombro amigo
Pra quando a tristeza vir
Poder caminhar contigo

E com um sorriso aberto
Com um brilho no olhar
Você o vê ali, bem perto
Sempre pronto a te ajudar

Esses dias, tive o prazer
De conhecer alguém assim
Um jeito lindo de ser
Uma surpresa pra mim

O jeito alegre de falar
A paciência de me ouvir
O tempo para conversar
E como me fazia rir!

Te conhecer foi um presente
Ganhar alguém especial
No meio de tanta gente
Um sorriso sem igual

E continue dando alegria
À todos ao seu redor
Pois estar em sua companhia
Faz de um momento, o melhor

E pode contar comigo
Para o que acontecer
Ganhou agora um amigo
Menina, muito prazer.

Era


Todo homem vira super com uma arma na mão
Todo povo vira gente quando chega a eleição
Todo mundo que sorri é triste no coração
Todo amor é quase nada se não existe paixão

Se quiser alguma coisa faça agora
Se livrar do mundo inteiro, jogue fora
Se quiser pegar o trem vem, não demora
Se quiser dizer que ama esqueça a hora

Quando a vida me chamou eu não estava
Quando a morte me encontrou eu esperava
Quando você me olhou e eu chorava
Quando então te procurei, não encontrava

E então o meu sorriso tinha ido
E se foi o paraíso, esquecido
E eu caminhava agora decidido
E erguia o meu rosto destemido

Era um plano tão perfeito sobre a mesa
Era um futuro cheio de certeza
Era um homem cortejando uma princesa
Era um sentimento pleno de pureza

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

E a terceira....

Primavera de espinhos

Te afasta daí borboleta
Porque insiste em pousar nessa flor?
Por acaso ainda não percebeu
Que os espinhos nos pés te trazem a dor?

Eu sei o quanto esperou
A manhã da primavera raiar
O quanto aguardou em silêncio
Somente esperando seu desabrochar

Eu estava lá e pude ver
Quando você a tristeza expulsou
Quando as lágrimas rolaram as folhas
E com tuas asas você enxugou

E quando o fardo estava pesado
Você se esforçou e ajudou a apoiar
Segurou pela mão e, voando
Você ajudou-a a se levantar

E quando enfim, ela se abriu
Mostrou para o mundo toda sua cor
Te deixou só pousar nos espinhos
Escondendo dos outros aquele seu amor

E te vejo voando de longe
Do alto rodando a observar
Por que uma boborleta tão linda
Se contentando em apenas olhar?

Te afasta daí borboleta
Não há mais porque assim continuar
Abre logo teus olhos pro mundo
Há muita flor pra tentar conquistar.

Mais uma...

E nessa época de inspiração....



há uma luz que ilumina
há um brilho no olhar
há uma mão que escreve
enquanto se esquece
de parar de esperar

há um papel, uma folha
suja, amassada no chão
com palavras escritas
e tristezas descritas
como uma velha canção

há uma vela acesa
num altar por aí
há um canto de mesa
há nenhuma certeza
de onde foi que eu caí

há um sol que se põe
num horizonte qualquer
há uma mão que se vai
e quando o olhar se distrai
vai-se o amor que tiver.

17/10/2007 - 00:41

Palavras, palavras...

Faz muito tempo que não escrevo nada aqui... Tava na hora de voltar e pensei em voltar com uma poesia, que escrevi esses dias... Nada muito belo, mas, resolvi compartilhar... :)

Solarium


Diga-me linda garota
Que mora na rua de trás
Se é o sol que te faz bela
Ou se belo você que o faz?

Se você abre a janela
Logo no amanhecer
Ou se ele invade o quarto
Simplesmente pra te ver?

Se é lindo o pôr-do-sol
Vendo a noite a cair
Ou se ele é especial
Só pra você assistir?

E se logo a negra noite
Insistir em aparecer
O sol logo usa a lua
Pra você não esquecer

Que ele roda o mundo todo
Enquanto você dormia
Pra te ver logo acordar
E poder te dizer bom dia.

26/10/2007 - 17:50

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Inv(f)erno

Há algum tempo eu não sei o q é frio...
De quando cheguei aqui NUNCA fez frio... NUNCA dormi com cobertor e poucos dias usei blusa...
Vejo a previsão do tempo e acho q é mentira q Rio Grande do Sul terá no máximo 16 graus! Aqui num faz isso nem à noite... affffffff
Lembrando q onde a gente mora é uma sauna q, apesar de refrescar um pouco o tempo lá fora, aqui dentro sempre é um forno!!!
Previsão do tempo, clique aqui

Fica assim então...