terça-feira, 11 de março de 2008

Inebriante

Ainda não encontro palavras.
A profundidade do seu olhar
Arranca da minha mente
Expressões que antes fluíam
E as levam pra um infinito
Tal um buraco negro:
Denso, escuro, misterioso.

Ouso então focar teus olhos
Decifrar qualquer palavra que seja
Dúvida, indecisão, medo, ternura
Se é sorriso, esperança...
É dom.
Gasto centenas de palavras e construções
Pra expressar qualquer coisa que sinta
E você fala tanto, tanto...
Com apenas um olhar.

Daria todas minhas palavras
Abriria mão das rimas e poetagens
Pra te olhar por horas, dias...
E tentar descobrir
Apenas uma frase
De trás
Deste
Teu
Olhar.

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